terça-feira, 14 de agosto de 2012


Parte V

- Mas porque você está assim triste?
- Porque eu não gostei da forma como as coisas acabaram...
- Mari, tem tanta coisa nessa vida que ainda está por vir que a gente não vai gostar.
- Eu sei Alan, mas realmente me incomoda o fato de esbarrar nele a qualquer momento e sei la... Travar eu acho.
- Te entendo... Mas você também não procurou ele, você também tem culpa nisso.
- Obrigada por fazer eu me sentir melhor...
- Sou seu amigo, e amigos são sinceros... - Mari deu um meio sorriso.
Era sexta e ela, Alan e Clarice tinham ido a um barzinho para conversar. Muitas lembranças da infância, muitas risadas e muitas coisas novas também, afinal eles ficaram separados por um bom tempo.
- Alan, além da Cla claro, você é a única pessoa em quem confio para pedir conselhos... O que eu devo fazer?
- Seguir seu coração.
- E se eu fracassar?
- O que você entende por fracassar?
- Ele não querer falar comigo... - Ela abaixou a cabeça e algumas memórias vieram a sua mente e junto com elas, uma pequena lágrima.
- Hey, hey... - Ele secou a lágrima que escorreu pela face da garota. - Se isso acontecer, você sabe o que significa e só provará que seu valor é muito maior.
Mari lembrou que sempre que ela estava brincando e se machucava, era Alan que cuidava de seus arranhões. Agora, o machucado não era externo, mas mesmo assim sangrava e era ele que estava ali cuidando novamente.
- Bom, está entregue senhorita. - Alan fez sinal de reverência.
- Obrigada por me acompanhar.
- Sempre que precisar. Teu coração saberá o que fazer, confio em você. - Mari deu um abraço apertado no amigo e os dois se despediram. Em seu quarto, ela abriu a janela e sentiu a brisa fazer carinho em seu rosto. Fechou os olhos por alguns segundos e escutou seu coração.

"Oi. Sei que ja faz muito tempo, mas agora que as coisas estão mais calmas eu gostaria de conversar com você... Será que podemos marcar? Isso se você quiser, claro. Abraços."
Escreveu a mensagem, leu e re-leu várias vezes. Respirou fundo e apertou "enviar".


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Dudes! Obrigada pelos comentários e pelo carinho de vocês! Espero que estejam curtindo.
Um beijo,

Jú. @souza_juu

6 comentários:

Marcella Nicolini Furtado disse...

Fiquei muito curiosa por essa história! Vou dar uma olhada nos posts anteriores *-*
É difícil ter alguém em quem confiar, né? Mas quando essa pessoa existe, ela se torna o nosso porto seguro (:

Beijos,
Marcella
Diário de Marcella

Mulher na Polícia disse...

Amei essa parte:

"Em seu quarto, ela abriu a janela e sentiu a brisa fazer carinho em seu rosto. Fechou os olhos por alguns segundos e escutou seu coração".

Lindo demais.

; )

Anônimo disse...

Sempre adorei teus textos, você escreve muito bem, assim como faz uma ótima macarronada! às vezes me confundii lendo eles, mas sempre gostei.
Eu tmb olho pela janela, e deixo a brisa tocar.... pra tentar entender o prq de tantas coisas, mas se ela acontecem, é prq Deus quis... tudo tem um por que, e talvez o futuro nos dê a resposta... bjs DJ.

Emilie S. disse...

Hahaha. Adorei. A visão do amigo perfeito funciona muito bem nas ficções. só que quase sempre ele se mostra apaixonado pela garota. bom,eventualmente....

Matheus Sousa Math disse...

Julia e seus textos envolventes. Tá de parabens como sempre

Anônimo disse...

O futuro, apesar das dificuldades e obstáculos do presente, sempre se desenha com BONS VENTOS, melhorias e conquistas. Por isso, sempre devemos prosseguir lutando sem nunca desistir, empenhando o melhor de nós na busca da tão sonhada felicidade. Espero que a Mari consiga ser feliz!

"A razão é a única coisa que nos faz seres humanos e nos distingue dos animais."
(René Descartes)

Parabéns pelo texto. NNCR